Tempero da Vida

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Rosane Vidinhas
1 de abril de 2017

INCA alerta sobre Obesidade, Alimentação e Câncer

Evento no INCA (Instituto Nacional de Câncer) comprova: OBESIDADE aumenta o risco de ter Câncer.

Foi um dia de muitas informações e alerta para que procuremos evitar ao máximo, e se possível, eliminar alimentos ULTRAPROCESSADOS da nossa alimentação.

1. Consumo de Alimentos Ultraprocessados e seu impacto na qualidade da dieta e na ocorrência da obesidade na população brasileira.

O PROFESSOR MONTEIRO é graduado em Medicina, Residência e Mestrado em Medicina Preventiva, Doutorado em Saúde Pública, todos cursados na USP, e pós-doutorado no Instituto de Nutrição Humana da Columbia University. https://uspdigital.usp.br/tycho/CurriculoLattesMostrar?codpub=E7A0AD81EE3E

Entenda: ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS são biscoitos de pacotes, lasanhas de caixa, salames, nuggets, blanquets, salgadinhos de pacotes,etc., esses alimentos industrializados que tem uma infinita lista de elementos no rótulo.

O consumo desses alimentos ULTRAPROCESSADOS PODEM LEVAR A OBESIDADE, a doenças crônicas como diabetes e hipertensão e aumentar o risco do Câncer.

O problema que não são apenas os aditivos que seriam usados para conservar. Também adicionam elementos para tornar os alimentos mais palatáveis, melhorar o sabor.

Se é prático… gostoso… e ainda se não for caro…a tendência é, infelizmente, aumentar o consumo pelas famílias.

2- Prevenção do Câncer do campo à mesa

O DR. FABIO DA SILVA GOMES é graduado em Nutrição pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisa Social pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas e doutorado em Saúde Pública pelo Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Trabalha na Divisão de Alimentação, Nutrição e Câncer do INCA.

Dr. Carlos Monteiro e Dr. Fabio Gomes

O Dr. Fabio abordou da importância de atentarmos para as campanhas publicitárias sobre alimentos. Devemos buscar a regulação governamental do marketing dos ultraprocessados.

Evitar campanhas com famosos que promovem consumo de alimentos não recomendados.

Do que não necessitamos:

Do que precisamos:

A rotulagem dos alimentos deve ser clara e simples.

As embalagens dos ultraprocessados deveriam apresentar advertências do Min. Da Saúde.

Aumentar o valor dos impostos sobre produtos como refrigerantes, a fim de dificultar sua compra.

É preciso manter a multidiversidade e não se plantar uma única planta. Alimentos ultraprocessados, muitas vezes apresentam ingredientes como milho, soja, que se plantados sem escala, atrapalham na sua cultura a manutenção do equilíbrio ecológico. 1/5 da área de produção de soja seria suficiente para dobrar a produção de vegetais, legumes e frutas.

Lutar para levar alimentos de verdade às escolas, promover Feiras Ecológicas, diminuir a persuasão dos alimentos industrializados.

3-  Implicações da Obesidade no tratamento e na sobrevida dos pacientes com Câncer

O Dr. Gélcio Luiz Quintella Mendes é Coordenador de Assistência do INCA, graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Petrópolis (1992), residência médica em Oncologia Cínica pelo Instituto Nacional de Câncer (1997), mestrado e doutorado em Saúde Pública e Meio Ambiente pela Fundação Oswaldo Cruz (2010 e 2014).

Dr. Gelcio mostrou que pesquisas comprovam a relação da Obesidade com o Câncer. E quanto mais tempo durar a obesidade, maior será o risco de doenças. São 14.000 casos por ano de Câncer ligado a obesidade. A obesidade aumenta em 52% o risco de câncer no homem e 62% na mulher.

O paciente para cirurgia oncológica não pode esperar e a obesidade pode prejudicar o pós-operatório provocando trombose, infecções, etc.

Aparelhos de radioterapia não conseguem tratar pacientes muito obesos, pois a mesa suporta entre 80 e 100 Kg.

Durante o tratamento o paciente com câncer tem maior ansiedade e diminui a atividade física e por isso tendem a engordar.

Ainda não existem evidências comprovadas dos ultraprocessados e o câncer. Mas esses alimentos provocam obesidade que está relacionada a incidência do Câncer.

4 – Cozinhar vai mudar sua vida

Rita Lobo hoje apresenta o programa Cozinha Prática no GNT. Possui diversos livros publicados que ensinam como cozinhar de modo fácil. Ela foi citada no Guia Alimentar.

Rita nos contou sobre sua trajetória: a mãe dela não cozinhava, nem o pai. Começou a se interessar por cursos de culinária e cozinhar se tornou uma obsessão para ela. Reconhece que de um tempo para cá começou a pensar no que seria COMIDA DE VERDADE. Ela e sua equipe se empenham de desenvolver uma comida fácil de fazer, com base no que é simples e real para a população brasileira: ARROZ + FEIJÃO é a base! O site Panelinha (há 17 anos no ar) deu certo pois ela percebeu se alguém procurava receita na internet, é porque precisava variar o cardápio. Através de seu programa e livros motiva as pessoas A RETORNAR À COZINHA DE CASA E COZINHAR! Toda família deve estar envolvida, não seria justo uma só pessoa ser encarregada de toda tarefa.

Mas cozinhar não é apenas misturar ingredientes; é planejamento de compra, saber armazenar, evitar desperdício…diz Rita Lobo. Quem cozinha gosta de mesa bonita, de reunir a família…

Contou-nos um caso que a pessoa pediu a ela uma receita de torta de banana com menos calorias…ela respondeu: essa é a receita da melhor torta de banana que conheço, coma a metade do que você comeria…

Alimentação saudável tem que ser boa para o bolso e para o planeta.

 5- A importância do ambiente na promoção da alimentação saudável

Bruna Pitasi Arguelhes, Nutricionista pela Universidade do Estado do Rio de JaneiroCursou a Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva no Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em Saúde Coletiva, área de concentração Política, Planejamento e Administração em Saúde, pelo Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva do Instituto de Medicina Social (IMS) da UERJ. Atualmente é Analista Técnica de Políticas Sociais da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde (CGAN/DAB/SAS/MS).

Pelos slides podemos conferir a grave situação do aumento do sobrepeso e obesidade no Brasil.

O Min. Da Saúde fez um trabalho interno voltado para a boa alimentação, com orientações através de banners e informativos e instalou em seu pátio uma Feira Orgânica que é um sucesso.

Foi elaborado pela Asbran um Guia para Refeições Saudáveis que pode ser consultado pelo endereço:

http://www.asbran.org.br/arquivos/guia_refeicoes_saudaveis.pdf

6- Interesses na área de alimentação e nutrição

A Dra. Inês Rugani Ribeiro de Castro é nutricionista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestrado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz  e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professora associada do Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (INU/UERJ).

 

São dois grandes eixos: a alimentação como prática social e a mudança estrutural do sistema agroalimentar.

Direito à alimentação, a água e a vida!

É refletir sobre produtos, políticas e práticas. O governo precisa atender melhor aos interesses da população.

Precisamos observar as propagandas que induzem o consumidor de forma equivocada.

Apresentação de produtos orgânicos:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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